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bosta, quanto mais mexe mais fede, mas...

...às vezes é preciso que se mexa bem perto do nariz dos obradores, para que eles possam entender o porquê do nosso repúdio.

paul mc carthy - complex shit


Meus caros leitores favor não se importarem por invadir nossas rimas, assim, com uma frase tosca como este título. Mas este espaço também é destinado a desabafos e reinvindicações. Pois o que é a cultura e arte de um povo se não seus paradigmas?

Quando estamos revirados no caos, não nos damos conta do que ocorre ao nosso redor. Por isso é tão importante hoje termos nossas vibes, para que possamos estar seguros de estarmos no caminho favorável aos nossos anseios e bem estar.

Numa destas vibes pode se trocar experiências interessantes ou não, por isso tomem cuidado com quem vocês andam. Por pior que a sociedade encare uma pessoa, somente nós podemos saber se o que essa pessoa faz é melhor para nossa mente e corpo. Também numa vibe temos a idéia de quem devemos proteger. Para quem vale a pena apelar e brigar por justiça. 

Vvibraçõs Iinteligentes Bbeneficiando a Eexistência (LS Jack).

Numa das nossas vibes, amigos me atentaram para o título de um dos espetáculos que integravam a programação da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Governador Valadares MG 2010: CHAPUTINHA NO PAÍS DAS BAIXARIAS.

O que é isso? Onde vamos parar?

O título é sonoro, é engraçado, mas cá pra nós, assumir um tema destes requer muita experiência cênica do sujeito para não criar uma merda.

Para não piorar a situação da cultura local, claro que não fui.

Mas tive a infelicidade de assistir à "obra" EU AINDA SEI O QUE AS FEIAS FIZERAM NO VERAO PASSADO.

Mas o mais triste desta história toda é o teatro lotado! A humanidade ainda vai levar anos para decidir as regras entre o bem e o mal. A ciência evolui para melhorar a nossa qualidade de vida, a economia evolui para que possamos realizar melhor nossas trocas, a política para que possamos escolher melhor nossos representantes, a arquitetura e urbanismo para que nosso trânsito torne-se mais fluido, mas ainda tem muita gente que prefere andar na contramão. Não tem coisa mais frustrante e impotente do que assistir, num espetáculo apoiado pela Secretaria de Cultura do próprio município, à mais de quatrocentas pessoas rindo da ridicularazição da prefeita da nossa própria cidade. Como é injusta esta permissão e impunidade. Tenho certeza que a nossa digníssima prefeita Elisa Costa, não gostaria de ouvir seu nome em meio a tanta baixaria.

Mas deixemos a tristeza de lado e façamos a nossa parte, lutemos por nosso espaço e salvemos nossa cultura do caos. Pois sendo coniventes tornamos cada vez mais difícil o convencimento do público valadarense, carente de eventos culturais, que a arte pode fazê-lo rir, chorar, excitar, refletir sem que sejam tão insólitos os trabalhos artísticos produzidos.

Alô galera que deseja fazer o público valadarense sorrir, dando continuidade ao que grandes mestres do humor já fizeram, comecem estudando mussum, tião macalé, regina casé, ingrid guimarães, dentre outros...

seguem alguns vídeos inspiradores (rs)



Parabéns a todos os atores e produtores que tiveram juntos nesta missão anual que é a Campanha de Populariazação. Saí bem cansado depois de tanto trampo pesado, mas no fim senti me resistente e abençoado por podermos proporcionar tantas experiências artísticas interessantes dentro da nossa humilde casa que é o Teatro Atiaia. 
Nuh! Achei uma galera que trata de cocô artisticamente! Sai dessa né meu povo!!!!?


marquês de sade, por exemplo


o cara era um anti-vida!!! deem uma olhada em sua trajetória artística e veja seu abominável fim... sempre haverá tempo para mudarmos galera. as mudanças não têm idade, mas instantes. 


se é para tratar de fezes, eu preferiria jean fraçois de millet, grande artista realista do século XIX, em 


peasant spreading manure.




até a próxima!

Comentários

Edu O. disse…
oh meu amigo, eu nem vou falar nada, viu? fico indignado!!!
Unknown disse…
Segundo SINPARC - Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais, Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, cujo objetivo é apresentar peças, divulgar tais canais culturais e facilitar o acesso popular a essas artes, pautado no preço reduzido do ingresso (http://pt.wikipedia.org/wiki/Campanha_de_Popularização_do_Teatro_e_da_Dança).


Na cidade de Governador Valadares também ocorreu Campanha de Popularização de Teatro. Como o título do evento é mesmo, deveria compartilhar, de alguma maneira, mesma abordagem com SINPARC.

A iniciativa é da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e grupos teatrais de Governador Valadares.
............
De acordo com o Diretor Municipal de Cultura, Bispo Filho, o objetivo da campanha é garantir o acesso da população à cultura marcando a reabertura oficial do Teatro. “A ideia foi juntar atrações que foram desenvolvidas por grupos locais e disponibilizar de forma mais acessível e variada a todos, pois, o evento é democrático, é para a família toda, de todas as classes”. (http://www.valadares.mg.gov.br/not_vis.asp?cd=1979)

Então Campanha deveria mostrar cultura e/ou arte.

Vou ceder para os artistas o que é cultura / arte. Agora eu, como produtora cultural, penso que cultura e/ou arte contribui na melhoria da qualidade de vida de ser humano. Por isso, Prefeitura libera recurso e colabora com os artistas para os valadarenses. Quem é envolvido na Campanha precisa ter conciência que a verba vem do imposto do povo.

Com esta noção, como poderia ser apresentado a peça chamada CHAPUTINHA NO PAÍS DAS BAIXARIAS.

Particularmente, aceito variedade, até peça baixaria. Porém, precisamos saber o objetivo, justificativa e abordagem de cada evento. Repito que objetivo da Campanha de Popularização é garantir o acesso da população à cultura.

Falando da cultura, em Valadares, escuto muito seguinte comentário: os valadarenses não são educados para saborear cultura e/ou arte. Mostrando os Prefeitos no meio da baixaria, como o povo valadarense podeira aprender e curtir cultura e/ou arte? Além disso, com próprio recurso da Prefeitura?


Não sou valadarense, mas com maior respeito ao todos envolvidos na cultura e/ou arte, gostaria de dizer parabéns ao sucesso da Campanha e fico feliz de ter participado mesmo sendo um pouco e, à luta para divulgar cultura e/ou arte. E ao mesmo tempo, estou na dúvida como trata do comportamento da equipe da peça CHAPUTINHA NO PAÍS DAS BAIXARIAS. Só afirmo que sou contra injustiça e contradição e penso na ética: busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ética).

Grata.
tamaki
Este comentário foi removido pelo autor.

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