29.4.09

FUNDAMENTOS DA DANÇA


Este artigo servirá de suporte para os iniciantes da dança que procuram por teorias para serem aplicadas em aulas teóricas de arte. Aos poucos ele ganhará mais corpo, por isso de vez em quando venha me fazer uma visitinha e apreciar as atualizações. Estou aberto a críticas e sugestões.



FUNDAMENTOS DA DANÇA


"A arte da dança faz parte das culturas humanas e sempre integrou o trabalho, as religiões e as atividades de lazer. Os povos sempre privilegiaram a dança, sendo esta um bem cultural e uma atividade inerente à natureza do homem" PCN's 1997

Esta afirmação é confirmada pelas pinturas rupestres de milhares de anos atrás que apresentam a organização estética das populações. Os corpos dispostos de maneira simétrica, a imitação dos movimentos dos animais, a leveza dos pés, a riqueza de figurinos e a atmosfera transcendente, são características destas pinturas que denotam a prática do movimento enquanto arte na idade da pedra.

A dança é uma forma de comunicação e expressão, logo manipula códigos e através destas articulações constrói o seu discurso. Na linguagem falada brasileira por exemplo usamos as letras, números e sinais gráficos e a combinação destes signos gera a comunicação verbal. Na linguagem dançada no mundo inteiro usamos o MOVIMENTO. Este é o principal elemento da dança que combinado a outros elementos gerará os inúmeros estilos de dança que conhecemos. Nenhum movimento é igual a outro, pois estes são afetados por outros três elementos que o diversifica. O movimento acontece em um TEMPO, em determinado ESPAÇO com uma determinada FORMA. O que vai diferir um movimento de outro é a interferência do ESPAÇO-TEMPO-FORMA.


ESPAÇO - interno, externo, baixo, alto, médio, por fora, por dentro, etc.

Interno: em relação ao corpo humano (veículo transmissor da dança) podemos nos referir às vísceras, nervos, carnes, ossos e células, bem como o pensamento, as idéias e a subjetivação do mundo. O espaço interno da dança compreende o campo das idéias.
Externo: o que está por fora da pele, a textura do ar, o plano do espaço cênico, os níveis baixo, médio e alto (rolamentos, caminhadas e saltos, por exemplo).



TEMPO: em relação ao corpo temos a idade, o temperamento, o ritmo. Na dança temos a época, o andamento, o prazo, o intervalo, o ritmo.

As danças podem acontecer com ou sem música, mas seus andamentos poderão ser ritmados ou arritmados.


Época: Uma dança pode ser tradicional (Flamenco), clássica (Ballet), Contemporânea (Intervenção).



Ritmo:Em músicas os compassos são divididos em tempos fortes e fracos, curtos e prolongados, formando variados ritmos como binário (2x2), ternário (3x3), quaternário (4x4) e compostos como (5x7), (3x8), etc. Exemplo de tempo binário temos o Samba, e ternário temos a Valsa.



FORMA: Nenhum corpo é igual a outro pois existem pessoas brancas, negras, amarelas, vermelhas, baixas, altas, gordas, magras, médias, fortes e delgadas. Uma vez que é o corpo quem movimenta na dança logo nenhum movimento será igual a outro pois ele poderá ser forte, fraco, curvo, reto, contínuo, interrompido, parcial e total.



Total: todo o corpo se move.

Parcial: partes isoladas do corpo se movimentam enquanto outras mantêm-se externamente estáticas.
Contínuo: é difícil distinguir onde começa e termina o movimento devido à sua fluidez.
Interrompido: o percurso do movimento é interrompido por pausas provocadas pela contração dos músculos.
Curvo: o percurso do movimento desenha no ar linhas e formas curvas.
Reto: as linhas do corpo formam ângulos e planos com o solo, paredes, cenários, etc.


No processo de criação coreográfica várias combinações destes elementos podem se dar simultaneamente sem que percebamos. Numa determinada improvisação de movimentos partes diferentes do corpo podem executar movimentos com qualidades completamente opostas ou complementares.

A DANÇA NA PRÉ-HISTÓRIA

Devido a grandes (r) evoluções humanas a dança sofreu grandes transformações, desde seu "surgimento". Por tornar o corpo um instrumento de expressão, a dança evolui de acordo com a cultura corporal de cada época.
Quando pensamos em dança, temos uma idéia de dança, uma concepção interna do movimento caracterizado como dança ou não. Essa idéia de dança é particular e intransferível, pois ao contar ao outro qual é a sua idéia de dança, esta já se transforma em outra dança. A idéia surge e aos poucos vai contaminando os outros, assim foi o surgimento da dança. O homem pré-histórico imitava o seu cotidiano e adorava o que julgava sagrado ou desconhecido. A idéia de dança do homem pré-histórico, certamente surgiu a partir da sua observação da natureza e a tentativa de se apropriar dela através da mímica. As pinturas rupestres registram em diversos momentos homens e animais juntos como numa espécie de ritual. Era comum também a adoração ao sol, a chuva, a lua, o vento, a água, o fogo. De forma individual cada um tinha a sua maneira de adorar estes fenômenos da natureza e cada elemento traz em si a sua objetividade que ao afetar os corpos humanos gerava uma unidade. Dançar ao redor de uma fogueira é uma atividade individual e coletiva ao mesmo tempo como numa oração. A dança funciona em nosso corpo como um sensor capaz de captar estímulos como ritmo, emoções e sensações, e transforma-os em arte através da elaboração do movimento.
O homem contemporâneo continua imitando a natureza, porém de maneira muito mais diversificada do que na pré-história, uma vez que a natureza também passou por intensos processos de transformação.

Período Paleolítico: 1.000.000 a.C.
População nômade.
Danças Circulares, Danças de animais, sem contato físico.

Período Mesolítico: 15.000 a 10.000 a.C.
Domínio do Fogo.
Dança de máscaras, Dança Coral, Danças lunares e Danças fúnebres.

Período Neolítico: 10.000 a 3.000 a.C
Desenvolvimento da Agro-pecuária.
Dança aos pares, Dança do Ventre.

(Transição)

Danças astroteológicas 2000 a.c
• homenagem ao deus Osíris (Egito)
• danças vinculadas aos jogos olímpicos (Grécia)

DANÇA NA IDADE MÉDIA

(Séc. V a XIV)

Muitas danças foram proibidas pelo Cristianismo por apresentarem movimentos sensuais, sobretudo as chamadas Danças Teatrais. O povo, sempre empenhado em resgatar e preservar seus valores culturais, sempre praticava às escondidas estas danças em feiras e aldeias. No século XIV na Europa o povo dançava freneticamente nos cemitérios por terem fé no poder da dança de exorcizar demônios. Durante este período, predominou as Danças de Rodas. Nestas danças os dançarinos formam um círculo, dão as mãos uns aos outros, às vezes soltam, batem palmas, batem os pés no chão, em sentidos horários e anti-horários, com as mais variadas evoluções de pares (homens e mulheres). A dança de roda é a dança mais simples e mais popular do mundo. Seu estilo mais famoso na Europa denomina-se Carole. No Brasil estas danças foram trazidas pelos portugueses para comemoração da época das colheitas, porém os índios já a praticavam de maneira ritualísticas.

(Séc. XIII a XVII) Renascimento

Danças Teatrais, Danças Cortesãs e Danças Palacianas como a Valsa e o Minueto. O Minueto marca a passagem da dança em grupo aos Bailes. Esta dança possui compasso 3/4, de origem francesa. Seu nome significa (menus) Dança de passos miúdos. Os músicos que se destacaram nesta forma foram Bach, Mozart, Beethoven, Paderewski e Haydn.

(Séc. XVIII a XIX) Romantismo

Nesta época nobres italianos presenteavam seus convidados com espetáculos de dança, música, teatro e artes plásticas, com ricos cenários e figurinos desenhados por ilustres artistas como Leonardo Da Vinci. Esta formatação de espetáculo deu origem ao que conhecemos hoje como Ballet Clássico. O primeiro espetáculo registrado com o nome de Ballet ocorreu em 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. A dança ganhou técnica, estilo e popularidade, surgindo então seus especialistas e professores. Os professores de Dança tornaram-se famosos em todo o mundo que eram contratados para ensinar danças para os mais diversos eventos como casamento, vitórias em guerras, alianças políticas, etc.
Quando Catarina de Médici casou-se com Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu com sucesso o Ballet em seu país. Sucesso que perdura até os dia atuais.
O Ballet tornou-se uma regularidade na corte francesa que cada vez mais o aprimorava em técnica e beleza. O auge de sua fama ocorreu quando Luiz XIV, que foi rei aos cinco anos de idade iniciou seus estudos no Ballet. Ele amava a dança e aos doze anos de idade já era bailarino da corte. Foi ele o fundador da Academia Real de Ballet em 1661.
No fim do século XVIII, Jean-George Noverre inaugurou o “Ballet de Ação”, que constituía-se de estórias com personagens como nas Pantomimas (Teatro Gestual de Origem Grega Século IV a.C.).
No século XIX, o Romantismo transforma o Ballet, exibindo em seus espetáculos figuras exóticas e etéreas como sombras, espíritos, fadas, bruxas, etc. contrapondo os heróis e heroínas até então representados. Em 1847, há um declínio do Ballet na França, levando Mauris Petipa a se mudar para Rússia. Neste país o Ballet estava em ascensão devido aos investimentos feitos pelo Czar. Mauris Petipa foi o criador dos três mais importantes ballets do mundo: A Bela Adormecida, Quebra Nozes e o Lago dos Cisnes. Em 1909, Petipa foi considerado ultrapassado, sendo substituído pelo coreógrafo russo Serge Diaghilev que revelou grandes nomes como Ana Pavlova, Tâmara Karsaviana e Vaslav Nijinsk como intérpretes e Michel Folkine com coreógrafo. Em 1911, o Ballet Russo determina o surgimento de uma nova era do Ballet mundial.

A DANÇA MODERNA
(Séculos XIX e XX)
A virada para a dança moderna dá-se com a estréia da peça A Sagração da Primavera (1913, Théâtre dês Champs Elysées – Paris. ). Vaslav Nijinsky como coreógrafo e Igor Stravinsky como compositor musical, ambos russos, propõem idéias inovadoras e radicais que provocaram vaias na noite de première. Os movimentos de Nijinsky eram diferentes para a época devido a alteração do vigor e direção dos membros inferiores e superiores. Bater os pés no chão com força, contrair a musculatura, virar os pés para dentro, tocar-se, eram ações muito fortes e radicais até então nunca vistos.
Na américa, Isadora Duncan também desenvolvia sua maneira inédita de dançar e também conquistava Paris. Foi ela a grande pioneira do modernismo da dança, marcando o fim da hegemonia do balé clássico. As principais características da dança moderna foram determinadas pelas pesquisas de Isadora Duncan que defendia a individualidade artística do dançarino. Pés descalços, túnicas transparentes, soltas e longas, movimentos livres, completamente contra os padrões clássicos, movimentos conectados à natureza e ao ar livre, o sentimento comanda o gesto, linguagem do corpo inteiro, ruptura da linha melódica, realismo psicológico, efemeridade da obra, os problemas e angústias da época na criação artística, constituem as principais características da dança moderna difundidas por Isadora Duncan e seus Seguidores.
A dança moderna no Brasil chega em 1932, com Ruth Rachou, especialista na técnica de Martha Graham e também na ginástica de Pilates. Teve como desafio difundir a técnica de Martha Graham no Brasil, pois o país estava muito fixado no ballet clássico. Somente em 1970 é que esse estilo se incorpora em alguns grupos de dança, com um restrito número de pessoas, ganhando força na década de 90 que, com a pós-modernidade, a dança moderna se incorporou de vez, e com várias companhias muito importantes e nomes consagrados da dança moderna.
Principais nomes da dança moderna:
Isadora Duncan (1877-1927): Dançarina, coreógrafa e educadora norte-americana, foi figura fundamental para a dança do século 20. Fazer gestos naturais, andar, correr, saltar, mover seus braços, reencontrar o ritmo dos movimentos inatos no homem, perdidos há anos, escutar as pulsações da terra, obedecer às leis da gravitação, feitas atrações e repulsas, de atrações e resistências, conseqüentemente, encontrar uma ligação lógica, onde o movimento não pára, mas se transforma em outro, respirar naturalmente, eis o seu método. Desprezava o figurino, usando apenas túnicas esvoaçantes e transparentes que horrorizavam o público acostumado ao luxo e a exuberância do romantismo. Para Isadora a dança deveria expressar sentimentos através do corpo e do espírito. “A dança que eu criei não é outra coisa senão a expressão da liberdade.”
Martha Graham (1894-1991): Para ela a respiração é o ponto fundamental da dança, desenvolvendo a primeira técnica de dança moderna no mundo. A técnica de Martha Graham consiste na combinação de contrações musculares, respiração e sentimentos. O tronco é o centro do movimento que se expande para as extremidades, a emoção comanda a ação e a interrupção do movimento no auge de sua transcendência, provocando no espectador uma dedução da sua total conclusão. Suas coreografias falavam de problemas do mundo com a guerra, o desenvolvimento tecnológico em detrimento do físico, as profundezas da alma, o desconhecido do ser.
“Quero falar sobre os problemas do século onde a máquina perturba o ritmos do gesto humano.”
Rudolf Von Laban (1879-1958): Pioneiro na sistematização prático-teórica do movimento. Defendia o movimento como denominador comum de todas as ações humanas. “Deve-se aperfeiçoar o conhecimento da organização e o sentido da qualidade das unidades de movimento, com freqüência criadas livres e espontaneamente, de maneira que nossas ações físicas se tornem específicas o bastante para permanecer impressas em nós e se possa criar uma experiência psicofísica do movimento.”Criou um sistema de notação do movimento dentro da noção de espaço de um icosaedro (poliedro de 20 lados), estabelecendo uma relação entre corpo-espaço-movimento-peso cohecido como Labanotation.

A DANÇA CONTEMPORÂNEA
(Hoje)
A dança contemporânea não se define em técnicas ou movimentos específicos, pois a autonomia para construir suas próprias partituras coreográficas a partir de métodos e procedimentos de pesquisa diversos, trazem instrumentos para que o intérprete crie suas composições a partir de temas relacionados a questões políticas, sociais, culturais, autobiográficas, comportamentais e cotidianas, como também a fisiologia e a anatomia do corpo. Geralmente as obras contemporâneas promovem tensões interpretativas por localizar-se no campo do desconhecido. Na fruição da dança contemporânea encontram-se alguns entraves gerados pela ausência de identidade percebida pelo receptor. Essa identidade inexiste ou existe em mínimas proporções por vários motivos, dentre eles posso citar:
* a massificação cultural promovida pela imprensa,
* pela ausência deste conteúdo na educação escolar
* pela insistente classificação desta modalidade inclassificável.
O primeiro motivo provoca uma padronização da arte fazendo com que o público busque reconhecer e não criar novas interpretações, o segundo não assegura a vastidão do vocabulário sensitivo da arte na criança, queimando fases que serão necessárias para a fruição da arte na idade adulta e o último por tentar definir algo que sempre estará em mudança em todos os aspectos.
Sem querer classificar, mas apenas expondo minha maneira de relacionar-me com a arte, diria que a arte contemporânea representa a arbitrariedade das escolhas, onde corpo e mente fundem-se em mito.

A DANÇA NA ESCOLA

PEQUENAS DICAS PARA SE APLICAR A DANÇA E CIDADANIA NAS ESCOLAS

2º e 3º ano com idade entre 7 e 9 anos
Higienização: Exercícios com papel branco para detecção e prevenção de doenças na pele, como infecções, doenças mentais como pânicos, situações de risco, doenças comportamentais como bullying, violências e outros preconceitos.
Exemplos:
1-      Samba para lavar os pés, Samba para lavar as mãos. Cada aluno trabalhará com um quilo de argila. Trabalhos manuais, fazendo instrumentos musicais com o material através da pesquisa com a confecção de esculturas. Depois tenta-se tirar o som real deste material com pequenos tapinhas no monte de argila, produzindo ritmos em equipe, depois metade toca o instrumento e a outra metade samba sobre o monte de argila massageando os pés. Explicar que para se dançar o samba, é preciso IMAGINAR. Quando sambarmos, precisamos ter esta sensação de mobilidade do chão. Com pés e mãos descalços, fazem bolas de argila que serão amassadas com o movimento dos pés ou tocadas pelo manuseio das mãos. Anteriormente haverá de se ter em mãos produtos de limpeza para um bom banho na escola logo após a atividade. Seja de chuveiro ou de mangueira. Mas os alunos devem chegar em casa como chegaram ou melhor do que chegaram. Palitos de dente, pequenas buchas de cozinha cortadas em pequenos cubos, toalhas que trouxeram de casa, toalha de papel para os possíveis esquecidos. Uma sala ampla e vazia para se dançar após o banho! Se  possível usar fragâncias na sala seja no piso ou no ar. Todos devem estar com os pés descalços com os sapatos deixados separados em um lugar previamente escolhido e informado para as crianças. A dança é só um pretexto para dar uma boa aula de higienização dos pés!

2-      Utiliza-se a folha de papel branco como objetivo de pesquisa coreográfica, onde temos que desenvolver toda a performance do banho, ao som de uma música bem animada, escolhida pela maioria, de acordo com as normas da escola. A folha se transforma em toalha, chuveiro, shampoo, condicionador, perfume, creme, espelho, tapete, sabonete e principalmente bucha. A bucha deve ser coreografada com bastante contato com todo o corpo, começando do rosto até os pés. Os pés por último pois certamente serão os locais mais sujos do corpo, sobretudo numa aula de dança. Logo após a dança cada criança entrega sua folha anteriormente nomeada. A dança terá que ser feita durante um mês, com oito ensaios, sendo duas vezes por semana. Haverá uma mostra ao final do processo de ensaios, onde uma equipe se apresenta para as outras com convite aberto aos pais e amigos. A coreografia deverá conter como gestos, a alusão de cada instrumento necessário ao banho, de acordo com suas realidades. A coreografia além de se tornar um ótimo instrumento educativo quanto ao banho, como serve de diagnóstico para que eles mesmos detectem a presença de sujeira sobre nossa pele.
3-      A folha de papel é um dos meus matérias prediletos pois ela é um espaço em branco, onde nós podemos imprimir nossas idéias. E trazendo esta diversidade da arte para este objeto que pode ser cortado, dobrado, colorido, pintado, texturizado e transfigurado. Imagine que a folha de papel é o seu corpo, onde seriam os pés? As mãos? A cabeça? O umbigo? A cintura? Quando as crianças definirem que local do papel representa cada parte do corpo, teremos então o dobro de dançarinos, pois cada aluno é um dançarino-criador que manipula outro dançarino de papel. Pode se usar tesouras, lápis de cor, papelão para a confecção dos pés, linhas e palhas para os cabelos. Eles deverão confeccionar seus dançarinos, treiná-los e coreografá-los. Com apresentação de um grupo para o outro.
4-      A cana de açúcar. Coreografias com uma grande cana de açúcar remetem os alunos a imginação dos super heróis e suas espadas, como a barra e seus atletas saltadores, como a corda e uma jump dance, como o bastão e a dança gaúcha chula, dentre outras. Depois de se ensaiar com a cana os alunos irão chupar cana, anteriormente cortada e picada em cubos. Explicar o risco de se cortar a cana com os dentes ou descascá-las com faca. Sempre pedir auxílio aos mais velhos. Mascar a cana comentando sobre a dança após cada ensaio. Apresentar resultados em forma de mostra.
5-      Cada aluno recebe uma laranja e vamos aprender sobre movimentos redondos, rolamentos e equilíbrios.As laranjas equilibradas entre um corpo e outro. O deslizar da laranja entre uma pele e outra. A rapidez da laranja rolando no chão.
6-      Dança e ritmo com pratos plásticos, colheres e guardanapos de tecido. Uma coreografia divertida e colorida onde os alimentos ficam na imaginação da Criança. Servir uma deliciosa merenda após o ensaio.
7-      Descanso. A dança do sono. Um colchão, ou alguns colchonetes, cobertores, mantas, travesseiros ou colchonetes. As crianças vão mergulhar no mundo dos sonhos para criarem suas danças, manipulando um ou mais destes objetos acima citados, transformando-os em vários objetos de aventura. Trabalhar a leveza do sonho com a energia do sonho, para que o aluno perceba o prazer de descansar e se torne cada vez mais calmo, pensativo e sobretudo respirando. Músicas instrumentais e canções de ninar serão ótimas parceiras.
8-      Conhecimento. Aprender a cair sem se machucar. Usar as flexões para amortecer a queda. O levantar como metáfora da perseverança, da força, da coragem de recomeçar.
Obs: Esta faixa etária tem grande imaginação, fazer uma pesquisa sobre seus mitos e buscar imprimir levezas de se viver sobre a fé nestes mitos.
4º e 5º ano com idade de 8 a 12 anos
1-      Os ritmos contemporâneos e suas raízes. O calypso da banda paraense e o calipso da América Central (http://www.youtube.com/watch?v=7zUQyaMYFds), do reboletion (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rebolation) ao funk de James Brown (http://www.youtube.com/watch?v=XgDrJ5Z2rKw)
2-      FLASH MOBILE : Intervenção que ocorre de surpresa em locais públicos para presentear, homenagear ou mesmo comemorar determinadas datas ou pessoas.  É preciso muita organização, responsabilidade e disciplina para se fazer um bom trabalho em grupo. (http://www.youtube.com/watch?v=7MiMAt-J54U&feature=related)
3-      Dê sempre um aspecto festivo aos ensaios, permita que a criança mostre um pouco do seu estilo, exercitando sua performance para o momento em que a dança deve surgir com grande desempenho e vigor, no momento da festa. Dar um aspecto de festa organizada contribui para inclusão de alunos tímidos ou menos adepto ao estilo de dança escolar.
4-      Vencer desafios, danças que exigem muito esforço aeróbico e coordenação motora, para que os alunos possam passar muito tempo juntos praticando suas coreografias que serão apresentadas. Das a estas danças desafiantes um caráter de aventura.

6º a 8º ano com idade de 11 a 16
1-      O mercado da Dança. A produção de um espetáculo. A busca por parceiros e patrocinadores. Planejamento a longo prazo. Cronograma de uma coreografia em consonância com o calendário escolar para conhecimento e participação dos alunos na produção de conhecimentos em dança.
2-      A história da Dança. Sorteio de épocas, datas e regiões em consonância com a disciplina História para promover a transdisciplinaridade
3-      Criação e promoção de um evento de dança coordenado pelos alunos que estão já saindo da escola para preparar-se para a graduação.
4-      Adolescência: Das a estes alunos um caráter de heróis que deixam suas marcas de bondade por onde passam. Levantar a auto estima através da criação de personagens com super poderes dançantes. Estes personagens podem ser sugeridos por eles resgatados dos filmes, vídeos e jogos. A dança dos heróis.
O importante na dança escolar, a meu ver, não é o contato com a dança X ou Y, mas colocar luz sobre os pontos positivos e ignorar os negativos, como se eles realmente não tivessem muita importância para a educação, e realmente não tem, mas precisamos deles para polir a rebeldia peculiar da criança e adolescência. Para que se saiba diferenciar a AGRESSÃO da TRANSGRESSÃO.

Belo Horizonte 10 de maio de 2011
PROFESSOR Clênio Magalhães

Na foto acima aplicações de paint brush sobre foto de Noverre

9 comentários:

monica delazari mosqueira disse...

Adorei a frase!abraços

amanda disse...

Ótima idéia de colocar nossas aulas online, assim ninguém perde nada.

josielly disse...

muito legal Clênio,bem proveitoso.

junery26 disse...

OLA CLÊNIO!
ESTOU GOSTANDO MUITO DO SEU BLOG.
INDIRETAMENTE VOCÊ ESTÁ ME AJUDANDO A MONTAR UM PROJETO DE DANÇA ESCOLAR.
OBRIGADA E ESPERO ANSIOSA PELAS ATUALIZAÇÕES.
ABRAÇO
JULIANA - MINAS GERAIS

clenio disse...

que bom que todos teem gostado das informações. fiquem ligados pois tem muita coisa proveitosa, como disse a josy, vindo por aí!
ah! compartilhe o conhecimento, ele não tem nenhum valor guardado. repasse e acrescente-se!
por isso quem gostou, indique o blog para aqueles que vocë mais gosta e que certamente vão tirar proveito desta experiência. Beijinhos!

Edeise disse...

Quanta saudade!!!

Vc sempre fazendo arte e de boa qualidade!!!!
Esta muito bom o blog, informação, imágem, dança, dança, dança...

Parabéns!!! bjs no coração

clenio disse...

obrigado edeise, lindona, saudades de vc também, muitas... volte sempre. tentei comentar no seu perfil, mas não estou conseguindo. dá notícias. bjuuuuu

CRISTIANE disse...

Encotrei o blog pesquisando sobre dança, pois estou na coordenação do Programa Mais Educação numa escola em Xinguara-PA e achei muito interssante o que encontrei aqui, com certeza irá me ajudar muito.
Um forte abraço.

clenio disse...

Ei Cristiane, já tenho a resposta da pergunta que te fiz no e-mail rs. Sou muito feliz por saber que poderei colaborar com a propagação da dança. Conte comigo! Abração!