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RAROVRA


EXPERIÊNCIA com C.I.CÊNICA Belém (PA) maio de 2010


foto: MIGUEL CHIKAOKA

Lá fui eu, encontrar um amigo belenense que eu não via há aproximadamente seis anos. Uma sensação delicada, pois o Danilo Brachi, diretor da COMPANHIA DE INVESTIGAÇÃO CÊNICA, foi o primeiro parceiro a dividir o palco comigo em 1996, quando me ingressei na Universidade Federal da Bahia. Com quem também compartilhei durante três anos a experiência profissional com a Cia Viladança do Teatro Vila Velha em Salvador BA. Trocar idéias com Danilo foi uma experiência mais que especial.

Danilo Brachi e Clênio Magalhães

Para mim foi como redescobrir a função da Dança na nossa amizade e na nossa carreira. Descobri a dança como liga, como mediadora de encontros fundamentais para a realização pessoal e profissional de um coreógrafo. Redescobrir, pois já sabemos disto a esta altura da carreira, mas é a cada recorrência que vamos cristalizando em nós a missão que propomos em nossos projetos.

Foi muito interessante assistir às apresentações do espetáculo “TAOBONITODETAOFEIO” com sua clareza e determinação. Foi incrível rever um amigo através da sua criação, concepção, trabalho e companheiros.
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Percebi durante durante as aulas, montagem, divulgação e ensaios que a C.I.Cênica é um coletivo justo, participativo, interativo, onde os componentes buscam seu crescimento pessoal em conjunto. Foi possível mesmo em pouco tempo, perceber rastros dos intérpretes em todo o processo em consonância com a assinatura do diretor. Danilo dá espaço para o bailarino ocupar com sua história, dá espaço para a platéia interagir com a obra, dá espaço para bailarinos do interior contribuírem com a capital e cria ainda espaço para que outros profissionais como eu, possam levar novas experiências que venham a acrescentar no seu projeto.



Chamou me a atenção também o fato da Cia ser composta em sua maioria por pessoas de formações diversas, dando aos processos criativos um caráter quase pedagógico da dança, onde é fundamental a experiência que o Danilo possui, para perfilar de forma procedente o corpo docente e a equipe técnica das suas montagens. Vejo seus intérpretes sendo privilegiados pela oportunidade de vivenciar em seus corpos uma nova sensibilização perante a arte.

Observei também com atenção o interesse do público da Escola de Teatro da UFPA, onde está o Teatro Universitário Cláudio Barradas em que a C.I.Cênica se apresentou. Percebi que a Cia tem se tornado uma fonte de novas idéias. Os olhares, as perguntas, as abordagens dos alunos da UFPA e funcionários, denotam a reverberação de ecos tanto na capital quanto no interior através do projeto Conexão Dança proposto pela Cia. As propostas da C.I.Cênicas abrem novas perspectivas para as artes cênicas paraenses como um sopro inovador.



Mais do que um intercâmbio ou troca, mais do que aulas e experiências compartilhadas, meu reencontro com Danilo Brachi serviu como fortalecedor dos meus objetivos e da nossa amizade, e meu encontro com a C.I.Cênica foi uma realimentação da minha fé no futuro dançante do nosso planeta e a criação de novos laços.

Obrigado a todos pelo carinho, abertura e confiança.
Até a próxima!
Professor
Clênio Magalhães
CAT – 08035 – SEE – SER – GV - MG

ZERO, um tiro no escuro.

montagem do 
Grupo Teatral REFLEXUS
 com
 Bruno Pimenta
 Valdicélio Martins
 Yasmine Regina Campos Pimenta
 Texto e Direção :
 Clênio Magalhães 
Estréia em Governador Valadares MG

Na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança

 2010