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LETRA DA DANÇA: Dançaterapia, Técnica e Bem-estar

Letra da Dança com seu vasto repertório de movimentos corporais humanos da Dançaterapia Contemporânea Brasileira de Clênio Magalhães (Brasil) encontrou com Soma Corpo Bambu, uma proposta de autoconhecimento e liberação miofascial de Alejandra Díaz (Paraguai-Argentina) no 43º Painel Performático da Escola de Dança da UFBA em 18 de Dezembro de 2025. Membros do Grupo Ágora de Pesquisa do PPGDANÇA UFBA, e orientandos da Profa. Dra. Gilsamara Moura, os pesquisadores compartilharam princípios técnicos em prol da saúde e bem-estar da Dançaterapia e da Educação Somática numa proposta cênica contemporânea de relaxamento, autoconhecimento e meditação. As letras e palavras da LETRA DA DANÇA encontraram a matéria orgânica do SOMA CORPO BAMBU, simbolizando e desenvolvendo no corpo em movimento criativo a flexibilidade, resistência, expansão, emoção e ideias de sustentabilidade. No elenco estudantes do Curso de Extensão Letra da Dança, promovido pelo NATEX Escola de Dança da UFBA, demonstraram sensi...

Letra da Dança: Dançaterapia, técnica e bem-estar

     O livro Letra da Dança é um manual completo para execução e aplicação de movimentos corporais em diversos segmentos da dança e dançaterapia. Sua existência tem potencial de ampliar o campo da Dançaterapia Contemporânea Brasileira, podendo ser aplicada em estudos e trabalhos relacionados às Práticas Integrativas Complementares, processos criativos em dança contemporânea e ensino-aprendizagem do movimento criativo em geral.     A técnica Letra da dança, desenvolvida há aproximadamente trinta anos por Clênio Magalhães, concentra potencial técnico, artístico, filosófico, terapêutico e psicológico.         O autor,  Clênio Magalhães é d outorando em Dança PPGDANÇA UFBA 2025, é professor, pesquisador, dançaterapeuta e artista da Dança. Especialista em Dançaterapia pela UNYLEYA (2021) e Mestre em Dança PPGDANÇA UFBA (2024). Autor dos livros O Corpo Ciente: ampliando o campo da experiência motora - Arcano 3 Editora  (2023) e Coreoação:...

Camaleões Festa Contemporânea

Clênio Magalhães + Cib Maia Ph by Netun Lima Ph by Phellipe Messias  ph by Dió Freitas Cib Maia by  ph by Dió Freitas Aki Katai ph by Dió Freitas  

Práticas Online em DANÇATERAPIA com Clênio Magalhães

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Entre as membranas de Ondina (Minissérie em Videodança)

      Entre as membranas de Ondina é uma minissérie em videodança por iniciativa da Educamares, um grupo de educadoras oceanógrafas interessadas na transversalidade entre arte, educação e preservação marinha. Beatriz Moreira, Clara Dourado e Elissama Menezes, idealizadoras e atuantes da Educamares, fizeram-me o belíssimo convite de dirigir esse trabalho que ficará na história da dança baiana.      Entre as membranas de Ondina tem traz episódios: CORPOÁGUA, CORPOCARNE e CORPOQUÂNTICO. Interpretada pela multiartista Ella Nascimento, a personagem Ondina emerge das águas da Baia de Todos os Santos em direção à cidade de Salvador em busca da solução para preservar a vida marinha. Após enfrentar vários obstáculos físicos e emocionais diante da ação degradante da humanidade sobre a natureza, Ondina encontra esperança numa pessoa inusitada que lhe entrega amor, atenção e sabedoria.       O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através ...

Campanha VALE LIVRO O corpo ciente

O Livro/E-book "O Corpo Ciente" por Clênio Magalhães, escrito durante a pandemia, oferece às pessoas ferramentas para lidar com os desafios sensório-motores através da criatividade e expressão. A linda ilustração da capa é da multiartista argentina Gui Van Der Kooy.  O Corpo Ciente traz a reflexão de que seja qual for o tipo de prática escolhida para melhor auxiliar a compreensão de si, o movimento é parte inevitável do processo. O desafio está em acompanhar os deslocamentos que vão acontecendo no corpo, tornando-se ciente, assumindo o controle possível e sentindo-se corresponsável pelas responsabilidades das alterações. O livro pode ser adquirido em formato físico e e-book através da Campanha Vale Livro BENFEITORIA . Acesse www.benfeitoria.com/ocorpociente apoie o lançamento da segunda edição e ganhe o livro autografado como recompensa.

Cura 3

  Que aquilo que você nomeou de errado Seja hoje consciência Auto investigação e autocuidado Ouvindo eu te amo com paciência Ainda há tempo de dar nomes Ao que você está fazendo agora Insistimos em nomear mulheres e homens E até nos perdemos no que seja dentro e fora

Cura 2

  Hoje a fragilidade está em outro aperto Contemplar e cumprir o mesmo ofício Aquilo que pra você hoje é acerto Amanhã pode até parecer desperdício Você é uma semente germinada Brotou, cresceu e está lendo esse poema Se é mamífera, frutífera ou modificada Pode sempre decidir em ser fora, casca, clara, dentro e ou gema

Cura 1

O corpo está sobre o fogo do centro O movimento sob o fogo do céu O peso é puxado pra dentro? E a dança é lançada ao léu?  

Tônica

Tonifique Fique em casa

Tato

A sola dos meus pés reclamam meu peso. Para onde vamos? Formo ângulos com braços e pernas. Derreto-me. Desafio-me. Ensaio a queda. Me vejo nos olhos alheios. Admiro-os e me sinto igual na diferença. Valorizo o tempo. Se toca. Eu toco os outros. Os outros me tocam. Então me toco. Ata-te. Ata-me. Vamos fluir.

Tarde

Falta ar. Não compreendo a vida. Não entendo. Amor exclusivo focado. Paixão inclusiva generosa. Possível limitado. Impossível utópico. Aflições. Amadureço com olhar triste e assustado. Assustador. Olho meu reflexo e vejo o mundo. Ocupo muito espaço. Estilhaço. Cansaço. Gratidão Deus. Muito linda sua criação. Parabéns mesmo. Precisando de algo estou aqui. Sigo buscando. Sinapses. Instinto e memória. Paciência. Até que gosto dessa dor. Quando não me batem danço. Me livrei da tortura das cócegas. Ainda não dos pensamentos. Não te esqueço. Eu não quero? Aceito. Quase morto te amo. Morto de chorar. Me humilho. Mas coitados deles que acreditam que vivem. Imito moléculas e crio. Mostro-lhes o fim. O nada e efêmero envoltórios.

Auto-discussão no quintal

Você morde os pés dos dentes Eu beijo o pescoço da língua Você disfarça em panos quentes Eu transformo as dores em íngua Você sublima amando álcool Eu furo a onda pelo limão Você vaga querendo fumaça Eu salto estrelas pelo pulmão Você se afoga em dívidas Eu desconto sendo nosso amor Você descansa, deixa dúvidas Eu sinto Você os outros Eu você (CM)

O leite derramado

Espalhou-se por todo o corpo Até cheiro entrou pelo nariz Encharcando o meu calção torto Convenceu do cabelo à raiz Por que o leite chegou até mim? Era para derramar somente? Se era para me deixar assim Por que teria que ser tão quente? Deste leite não quero o pingo Mesmo tendo mais leite na caixa Não limpo, não esqueço, não vingo Do leite não quero a distância Mesmo tendo mais leite na vaca Quero sua outra deslumbrancia. (CM)

Leite de pedra

Se acolhe. Obedece o ronco da sua intuição. Se recolhe. Poupa a vaca, a cabra, a porca e a galinha. Se aguarda. Extrai da efêmera vontade a seiva ampliada. Se observa. Relembra as primeiras fases dos quintais da sua vida. Se pune. Enfia o dedo sujo nos olhos e arranca a casca das suas feridas. Se aconselha. Vença o medo de si mesmo, dia a dia, combata os açúcares distratores! Se esforça. Espreme o peito, os olhos, o limão, o côco e a medula. Se nutre. Prepara bolo, pão, salada, desejo e cuscuz bem feito. Se engole. Nada contra maré sem enjôo. Se prepara. Estamina para o vôo além. Se perde. Descansa na paz do vento nos cabelos. Se nega. Verte a dúvida para a goela dos espelhos. Se mistura. Quente como café nas férias de janeiro. Se expõe. Serve chocolate aos espiões. Se gela. Põe canela nas memórias antecipadamente esperadas. Se oxigena. Morno como o ritmo do colo apaixonado. Se mata. Sova o creme nata da sobra cin...

O paraíso somos nós

Como quaisquer outros animais, nós seres humanos possuímos características diferentes entre nós mesmos. Caninos por exemplo apresentam uma grande diversidade de raças as quais variam em pelagem e tamanho dentro de seus próprios grupos. O conhecimento de si mesmo é justamente buscar entender a qual tribo você pertence. E acima de tudo aceitar a diferença. Na cadeia alimentar por exemplo, possuímos uma vasta estrutura de produção e serviços à disposição das nossas escolhas. Não precisamos defender o que deve e o que não ser consumido. Podemos dar dicas e assim atrairmos e escolhermos com quem dividir os rituais da vida. É difícil para ambas as partes o convívio entre veganos e carnistas num almoço de domingo. Eu me sentiria muito incomodado em dividir a mesa com um urubu. Não o faço. Nem por isso preciso fazer textos, vídeos e obras de arte, mas respeito quem critica o costume desta ave. O urubu lá e eu cá é mais tranquilo para minha jornada e para a dele. Pássaros sentem que voam...

Professx

Um ano se passou. Um ciclo. Fechando e abrindo a gente se constrói. Através da dança. Quanta experiência compartilhada. No meio do caminho do artista havia muita gente verdadeiramente diferente. Humanos. Gratidão pela leveza nos momentos mais pesados. Entre falhas e acertos preferimos poupar. Somos iguais na diferença só isso. Nada mais. Como é bom ser diferente. Nossas diferenças foram se tornando normais. Energia produzida e concentrada. Atrasamos aqui adiantamos lá. Fomos fracos aí fomos fortes cá. Corremos bons riscos de aprender mais. Aprendizado mútuo em intensidades diversas. Transformamos o máximo possível em arte. Formamos juntos uma pulsação corporal. Um estilo de viver. Afinal não é a vida a escola maior? Uma busca constante de potências e competências do corpo. Entendendo o toque, a presença, a memória sentida no osso. Certezas limítrofes e o resto é dúvida e amor. (CM)

INVENTA DESINVENTA

Somos seres da invenção. Sempre inventamos um jeito. Quando crianças vivemos profundamente o medo, a curiosidade, a criação e as aventuras, mas também momentos de desinventar tudo isso. Para nos mantermos bem, precisamos buscar forças, invenções e até desinvenções quando algo desviou do que havíamos planejado ou quando inventamos não favoráveis. É com essa atmosfera positiva que Osvaldo Rosa, diretor teatral,  traz uma obra leve bonita e mágica expressando através do texto INVENTA DESINVENTA da escritora paulista Claudia Maria de Vasconcellos, uma maneira bela de passar a um coração aflito um pouco de criatividade e coragem para enfrentar a própria imaginação. Osvaldo Rosa gabaritado e premiado diretor mineiro, percorreu algumas cidades do Brasil e da Europa, trazendo para Salvador em sua "bagagem" a experiência de grupos e diretores com quem trabalhou, como a Escola Corpo, Grupo Galpão, Grupo Transforma, Grupo Pinta e Borda, Cia Sonho é Dram...

AMOR

#DançaZero Ao Amor ph by Jenny Sullivan Que mesmo loucos e utópicos assumamos a nossa condição de seres que incondicionalmente amam. Até a próxima! CM

O outro lado

Só por um segundo mire meus olhos e me transmita algo reto Aqui na minha frente e me mostre o erro Alivia meu vício de querer sempre salvar-te Agora enquanto durmo Vá lá buscar informações e volte Pára de se agitar entre minhas semanas Ou expresse a permissão para soltar as suas rédeas Que mania de concordar com você Passo de um mero corpo calmante? Nasce, dorme, respira, come, bebe, goza Sente, sonha, quer, sofre, adoece Pensa, sara, imagina, cria, crê, morre Ainda está aí? Agora leve minhas lágrimas ao mar Jamais tive segredo contigo Mostre-me que há algo além da mudança E pensei Que eu seria capaz de criar algo grandioso Se nem de ti posso abrir mão Eu me sinto um mero bebê Eu quero falar a sua língua Me ensina Calma Eu te guardo com tanto carinho aqui dentro Cuidado Ai! Por que faz assim? Aprendi a gostar de cebola Me ensina a curtir essa dor Fosse do lado de lá ou do lado de cá Você também é assim pequena como eu me sinto? CM