22.6.07

quem matou maria helena?


Monólogo policial cômico, do premiado autor baiano Claudio Simões que conta a estória de Mário Augusto um homem solitário e atrapalhado que se mete numa fria ao descobrir em seu quarto o corpo de Maria Helena, a mulher de sua vida, assassinada no armário.
Toda trama acontece em seu apartamento, enquanto Mário augusto tenta desvendar o mistério e provar a sua inocência sob pistas e telefonemas secretos. O enredo da peça, expressado através de uma atmosfera novelística, embute as reflexões do autor acerca da bitola televisiva da sociedade contemporânea.Em Governador Valadares a peça será encenada por Clênio Magalhães, valadarense licenciado em dança pela Universidade Federal da Bahia que reúne em seu currículo uma vasta experiência cênica, tanto como intérprete quanto diretor.
Intérprete:
Clênio Magalhães
Texto:
Claudio Simões
Direção:
Sandra Oliveira
Cenário e Figurino:
Clênio Magalhães eTamaki Yonekura
Trilha Sonora:
Flavio Junior
Iluminação:
Gustavo
Cabelo e Maquiagem:
Alfredo Axer
Produção:
art-ist
2007

16.6.07

vá ao teatro!


tabuleiro da dança

foi um dos lugares mais gostosos que eu já me apresentei
me senti em casa
quero voltar
hehehe

anderson, jorge, matias .. . . .. . . .. . . .. valeu!
parabéns

14.6.07

Danço a fumaça de um incenso

Danço para o deleite da Razão
Movimento-me para os Insights
Coreografo para o raciocínio
Inspiro-me nas idéias advindas

Danço a fumaça de um incenso
O palco o incenso
A fumaça o dançarino
O vento a música

Danço uma árvore ao vento
O palco o tronco
Os galhos os dançarinos
O vento a música

Danço as roupas no varal
O fio o palco
As roupas os dançarinos
O vento a música

Danço pessoas após o freio do trem
O palco o trem
As pessoas os dançarinosO freio o silêncio

13.6.07

Isto não é um cachimbo.

René Magritte.Bruxelas, 1898/1967.Isto não é um Cachimbo.


(sobre a pintura de Magritte, ISTO NÃO É UM CACHIMBO) "...
Primeira versão, a de 1926, eu creio: um cachimbo desenhado com cuidado e, em cima (escrita a mão, com uma caligrafia regular,caprichada, artificial, caligrafia de convento, como é possível encontrar servindo de modelo no alto dos cadernos escolares, ou num quadro-negro, depois de uma lição de coisas), esta menção: "isto não é um cachimbo".....A outra versão - suponho que a ultima -, pode-se encontrá-la na Alvorada nos antípodas . Mesmo cachimbo, mesmo enunciado, mesma caligrafia. Mas em vez de se encontrarem justapostos num espaço indiferente, sem limite nem especificação, o texto e a figura estão colocados no interior de uma moldura; ela própria está pousada sobre um cavalete, e este, por sua vez, sobre as tábuas bem visíveis do assoalho. Em cima, um cachimbo exatamente igual ao que se encontra, mas muito maior......."Será necessário então ler:" Não busquem no alto um cachimbo verdadeiro, é o sonho do cachimbo; mas o desenho que está lá sobre o quadro, bem firme e rigorosamente traçado, é este desenho que deve ser tomado por uma verdade manifesta..."...não consigo tirar da idéia que a diabrura reside numa operação tornada invisível pela simplicidade do resultado, mas que é a única a poder explicar o embaraço indefinido por ele provocado...Essa operação é um caligrama secretamente constituído por Magritte, em seguida desfeito com cuidado.......separação entre signos liguísticos e elementos plásticos; equivalência de semelhança e da afirmação. Estes dois princípios constituíam a tensão da pintura clássica: pois o segundo reintroduzia o discurso (só há afirmação ali onde se fala) numa pintura onde o elemento linguístico era cuidadosamente excluído. Daí o fato de que a pintura clássica falava e - falava muito - embora fosse se constituindo fora da linguagem; daí o fato de que ela repousava silenciosamente num espaço discursivo; daí o fato de que ela instaurava, acima de si própria, uma espécie de lugar-comum onde podia restaurar as relações da imagem e dos signos.......Magritte liga os signos verbais e os elementos plásticos, mas sem se outorgar, previamente, uma isotopia; esquiva o fundo de discurso afirmativo, sobre o qual repousava tranquilamente a semelhança. e coloca em jogo puras similitudes e enunciados verbais não afirmativos, na instabilidade de um volume sem referência e de um espaço sem plano.......Nada de tudo isso é um cachimbo...mas um texto que simula um texto; um desenho de um cachimbo que simula o desenho de um cachimbo...(desenhado como se não fosse um desenho) ..."...entre a parede e o espelho, que capta reflexos, e a superfície opaca da parede, que recebe apenas sombras, não há nada...em todos esses planos escorregam-se similitudes que nenhuma referencia vem fixar: translações sem ponto de partida nem suporte.......a exterioridade, tão visível em Magritte, do grafismo e da plástica, está simbolizada pela não-relação - ou em todo caso pela relação muito complexa e muito aleatória entre o quadro seu título.......estranhas relações se tecem, intrusões se produzem, bruscas invasões destrutoras, quedas de imagens em meio às palavras, fulgores verbais que atravessam os desenhos e fazem-no voar em pedaços........Magritte deixa reinar o velho espaço da representação, mas em superfície somente, pois não é mais do que uma pedra lisa, que traz figuras e palavras: embaixo não há nada. É a lápide de um túmulo: as incisões que desenham as figuras e a que mascaram as letras não comunicam senão pelo vazio, por esse não-lugar que se esconde sob a solidez do mármore......parece-me que Magritte dissociou a semelhança da similitude...NotaCf Foucault, Michel, Isto não é um Cachimbo, Editora Paz e Terra, pp11/12/15/ 60/75/76
(sou muito fã deste texto, porque além de ser divisor de águas na vida de quem o lê, sou fã de quem a ele me apresentou. valeu heráclito!)

7.6.07

de amantes